Eu queria fazer um relato de amamentação, mas vou mesclar outros assuntos, entre eles um que descabela, como me descabelou, muitas mães aqui: volta ao trabalho. Deixei, em março/2016, um bebê de 6 meses e 12 dias em casa, e hoje encontro, quando volto, um lindo e saudável menininho de 1 ano e 10 meses. Que anda, tem todos os dentes, come sozinho, fala, faz escolhas, quer se vestir, está no terrible two! Rs Decidir voltar ao trabalho não foi emocional, foi racional: eu precisava do salário, do FGTS que paga parte da parcela da minha casa e do seguro-saúde. Meu coração queria que eu parasse, cuidasse apenas do bebê, fosse "mãe em tempo integral" (ponho entre aspas pq mesmo sem dedicar 100% do meu tempo a ele, sou sim mãe em tempo integral, de cabeça e coração). Eu chorei quase um mês antes de voltar. Todas as minhas amigas se revezavam em casa, me levando jantar e dando os ombros pra eu chorar pq eu não fazia ideia de como a gente ficaria. Saio de casa 7h30, volto 18h30. Longas horas sentada no escritório, enquanto meu bebê era cuidado por outra mulher - a Gleice, uma babá-anjo que apareceu e cuidou lindamente do meu bebê, até ele ir pra escola em fevereiro desse ano. Eram muitas as dúvidas... Ele comeria na minha ausência? Quanto LM era preciso deixar? Ela saberia dar no copinho? Aquecer o LM? E se acontecesse alguma coisa? E se ficasse doente? E se chorasse? E se faltar leite? E se sobrar e der mastite? E se...?Os entraves também eram gigantescos: as salas de reunião são de vidro, a geladeira é só da diretoria, a empresa é machista, eu não consigo me adaptar à bomba, o bebê só dorme no peito... Quase enlouqueci. Mas decidi ouvir o muso González e não "treinei" a saudade. Pelas manhãs, a babá chegava e meu marido ensinava como oferecer o leite no copinho. Eu aproveitava pra tomar banho rs! Em poucos dias ela já dominava a arte. Conforme fui ficando segura, saía rapidamente: mercado, unha, correio, banco. E eles foram se entendendo. Ela aprendeu a fazê-lo dormir - e eu, mãe-louca que sou, morri de ciúme! kkkEu conversava sempre com o bebê, o que me ajudava a me convencer também: mamãe precisa e quer trabalhar, você ficará bem, e no fim do dia eu volto. E o dia chegou. Levantei, me vesti, dei tetê, tomamos café, saí. Fui firme, trabalhei um mooonte (percebi como minha produtividade tinha aumentado e meu foco, melhorado), olhei no relógio e já estava na hora de sair. Ah, sem esquecer a térmica com o precioso tetê! UFA! Se fosse assim sempre, tava bom... E assim seguimos por longos 7 meses. No trabalho, recepcionista me ajudava arrumando uma boa sala, sempre, a geladeira foi liberada, a curiosidade das pessoas sobre minha térmica foi passando. Ordenhei 2 vezes por dia até Artur completar 12 meses de vida, aí parei uma ordenha, meu corpo se adaptou, depois de um mês parei a outra. E fim da ordenha... Ah, ordenha manual sempre, pq eu + bomba = caos. Ah, e eu tenho redução de mama!O bebê ficou ótimo. Eu, também. Hoje, mais de 6 meses depois de ter parado de ordenhar, chego em casa e ele mama. Mama de manhã, mama de noite pra dormir, e mama um pouquinho a mais de fim de semana pq né, tetê ta ali. "Você tem leite ainda?" Tenho. Enquanto tiver bebê mamando, tem leite sendo produzido. Ta bom? Então ta bom! E jájá (em 2 meses exatos) celebraremos 24 meses de amamentação!
terça-feira, 18 de julho de 2017
[textão] [relato de amamentação] [volta ao trabalho] [redução de mama] [sem mitos]
Eu queria fazer um relato de amamentação, mas vou mesclar outros assuntos, entre eles um que descabela, como me descabelou, muitas mães aqui: volta ao trabalho. Deixei, em março/2016, um bebê de 6 meses e 12 dias em casa, e hoje encontro, quando volto, um lindo e saudável menininho de 1 ano e 10 meses. Que anda, tem todos os dentes, come sozinho, fala, faz escolhas, quer se vestir, está no terrible two! Rs Decidir voltar ao trabalho não foi emocional, foi racional: eu precisava do salário, do FGTS que paga parte da parcela da minha casa e do seguro-saúde. Meu coração queria que eu parasse, cuidasse apenas do bebê, fosse "mãe em tempo integral" (ponho entre aspas pq mesmo sem dedicar 100% do meu tempo a ele, sou sim mãe em tempo integral, de cabeça e coração). Eu chorei quase um mês antes de voltar. Todas as minhas amigas se revezavam em casa, me levando jantar e dando os ombros pra eu chorar pq eu não fazia ideia de como a gente ficaria. Saio de casa 7h30, volto 18h30. Longas horas sentada no escritório, enquanto meu bebê era cuidado por outra mulher - a Gleice, uma babá-anjo que apareceu e cuidou lindamente do meu bebê, até ele ir pra escola em fevereiro desse ano. Eram muitas as dúvidas... Ele comeria na minha ausência? Quanto LM era preciso deixar? Ela saberia dar no copinho? Aquecer o LM? E se acontecesse alguma coisa? E se ficasse doente? E se chorasse? E se faltar leite? E se sobrar e der mastite? E se...?Os entraves também eram gigantescos: as salas de reunião são de vidro, a geladeira é só da diretoria, a empresa é machista, eu não consigo me adaptar à bomba, o bebê só dorme no peito... Quase enlouqueci. Mas decidi ouvir o muso González e não "treinei" a saudade. Pelas manhãs, a babá chegava e meu marido ensinava como oferecer o leite no copinho. Eu aproveitava pra tomar banho rs! Em poucos dias ela já dominava a arte. Conforme fui ficando segura, saía rapidamente: mercado, unha, correio, banco. E eles foram se entendendo. Ela aprendeu a fazê-lo dormir - e eu, mãe-louca que sou, morri de ciúme! kkkEu conversava sempre com o bebê, o que me ajudava a me convencer também: mamãe precisa e quer trabalhar, você ficará bem, e no fim do dia eu volto. E o dia chegou. Levantei, me vesti, dei tetê, tomamos café, saí. Fui firme, trabalhei um mooonte (percebi como minha produtividade tinha aumentado e meu foco, melhorado), olhei no relógio e já estava na hora de sair. Ah, sem esquecer a térmica com o precioso tetê! UFA! Se fosse assim sempre, tava bom... E assim seguimos por longos 7 meses. No trabalho, recepcionista me ajudava arrumando uma boa sala, sempre, a geladeira foi liberada, a curiosidade das pessoas sobre minha térmica foi passando. Ordenhei 2 vezes por dia até Artur completar 12 meses de vida, aí parei uma ordenha, meu corpo se adaptou, depois de um mês parei a outra. E fim da ordenha... Ah, ordenha manual sempre, pq eu + bomba = caos. Ah, e eu tenho redução de mama!O bebê ficou ótimo. Eu, também. Hoje, mais de 6 meses depois de ter parado de ordenhar, chego em casa e ele mama. Mama de manhã, mama de noite pra dormir, e mama um pouquinho a mais de fim de semana pq né, tetê ta ali. "Você tem leite ainda?" Tenho. Enquanto tiver bebê mamando, tem leite sendo produzido. Ta bom? Então ta bom! E jájá (em 2 meses exatos) celebraremos 24 meses de amamentação!
Enfim, queria dizer pras mães angustiadas que precisam/querem/vão voltar a trabalhar: dá tudo certo. Tamo juntas!
Eu queria fazer um relato de amamentação, mas vou mesclar outros assuntos, entre eles um que descabela, como me descabelou, muitas mães aqui: volta ao trabalho. Deixei, em março/2016, um bebê de 6 meses e 12 dias em casa, e hoje encontro, quando volto, um lindo e saudável menininho de 1 ano e 10 meses. Que anda, tem todos os dentes, come sozinho, fala, faz escolhas, quer se vestir, está no terrible two! Rs Decidir voltar ao trabalho não foi emocional, foi racional: eu precisava do salário, do FGTS que paga parte da parcela da minha casa e do seguro-saúde. Meu coração queria que eu parasse, cuidasse apenas do bebê, fosse "mãe em tempo integral" (ponho entre aspas pq mesmo sem dedicar 100% do meu tempo a ele, sou sim mãe em tempo integral, de cabeça e coração). Eu chorei quase um mês antes de voltar. Todas as minhas amigas se revezavam em casa, me levando jantar e dando os ombros pra eu chorar pq eu não fazia ideia de como a gente ficaria. Saio de casa 7h30, volto 18h30. Longas horas sentada no escritório, enquanto meu bebê era cuidado por outra mulher - a Gleice, uma babá-anjo que apareceu e cuidou lindamente do meu bebê, até ele ir pra escola em fevereiro desse ano. Eram muitas as dúvidas... Ele comeria na minha ausência? Quanto LM era preciso deixar? Ela saberia dar no copinho? Aquecer o LM? E se acontecesse alguma coisa? E se ficasse doente? E se chorasse? E se faltar leite? E se sobrar e der mastite? E se...?Os entraves também eram gigantescos: as salas de reunião são de vidro, a geladeira é só da diretoria, a empresa é machista, eu não consigo me adaptar à bomba, o bebê só dorme no peito... Quase enlouqueci. Mas decidi ouvir o muso González e não "treinei" a saudade. Pelas manhãs, a babá chegava e meu marido ensinava como oferecer o leite no copinho. Eu aproveitava pra tomar banho rs! Em poucos dias ela já dominava a arte. Conforme fui ficando segura, saía rapidamente: mercado, unha, correio, banco. E eles foram se entendendo. Ela aprendeu a fazê-lo dormir - e eu, mãe-louca que sou, morri de ciúme! kkkEu conversava sempre com o bebê, o que me ajudava a me convencer também: mamãe precisa e quer trabalhar, você ficará bem, e no fim do dia eu volto. E o dia chegou. Levantei, me vesti, dei tetê, tomamos café, saí. Fui firme, trabalhei um mooonte (percebi como minha produtividade tinha aumentado e meu foco, melhorado), olhei no relógio e já estava na hora de sair. Ah, sem esquecer a térmica com o precioso tetê! UFA! Se fosse assim sempre, tava bom... E assim seguimos por longos 7 meses. No trabalho, recepcionista me ajudava arrumando uma boa sala, sempre, a geladeira foi liberada, a curiosidade das pessoas sobre minha térmica foi passando. Ordenhei 2 vezes por dia até Artur completar 12 meses de vida, aí parei uma ordenha, meu corpo se adaptou, depois de um mês parei a outra. E fim da ordenha... Ah, ordenha manual sempre, pq eu + bomba = caos. Ah, e eu tenho redução de mama!O bebê ficou ótimo. Eu, também. Hoje, mais de 6 meses depois de ter parado de ordenhar, chego em casa e ele mama. Mama de manhã, mama de noite pra dormir, e mama um pouquinho a mais de fim de semana pq né, tetê ta ali. "Você tem leite ainda?" Tenho. Enquanto tiver bebê mamando, tem leite sendo produzido. Ta bom? Então ta bom! E jájá (em 2 meses exatos) celebraremos 24 meses de amamentação!
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Ele tá feliz?
Sabe, filho, desde que você tem seis meses e pouco de vida eu preciso te deixar por longas horas longe de mim. Foi bem duro no começo, porque eu estava dividida: ser sua mãe é a maior aventura que já vivi, claro. É desafiante, interessante, inebriante, é exaustivo, também. Mas voltar a trabalhar era importante pra mim, foi como recuperar um pouquinho do meu eu... Me reencontrar. E como toda grande mudança, foi bem difícil, claro.
Mas fomos, aos poucos, nos adaptando. Você mamava no copinho o leite que eu tirava todo dia, e também se alimentava bem. Brincava no seu quarto, no parquinho e na brinquedoteca. Dormia no colo da Gleice, do papai, dos avós, no seu quartinho. Via, vez ou outra, um desenho.
Depois, mais crescido, andando firme, começou na escola. Foi um grande passo para nós. Você evoluiu rápido, começou a correr, falar, fazer artes (plásticas e artes mesmo rs...). Leio sua agenda todo dia pra saber como foi seu dia. Comeu, fez cocô, dormiu quanto tempo, teve algum dodói, alguma novidade?
Mas a pergunta que sempre faço quando quero saber de você é: ele tá feliz? Pergunto pra vovó e pro vovô, pro papai, perguntava pra babá, e pergunto na escola. Ele tá feliz?
Quando você tá feliz você come bem, dorme bem, brinca, se diverte, vem cheio de energia. Me abraça, me dá beijo babado, me aperta o rosto com essas mini-mãozinhas e ri, sorri com esses olhos azuis de um jeito que o mundo pode acabar de tão plena que me sinto!
Ver você feliz é meu único e principal objetivo nessa vida, filho. O que estiver ao meu alcance, pode apostar, eu farei.
Por enquanto, macarrão, tetê, pão-de-queijo e suco de melancia (e um chocolatinho roubado vez ou outra) dão conta do recado. Mas saiba que a mamain estará aqui pra você em qualquer situação. Nos dodóis, nas frustrações e chateações, nos erros (que sejam leves, hein!), quando seu time perder, quando você partir um coração ou tiver o seu partido, nos medos, angústias, inseguranças...
Meu colo é pra sempre seu. E espero ouvir um "sim" cada vez que eu perguntar: ele tá feliz?
Te amo!
Mamãe
10.07.2017
1a9m22d
Mas fomos, aos poucos, nos adaptando. Você mamava no copinho o leite que eu tirava todo dia, e também se alimentava bem. Brincava no seu quarto, no parquinho e na brinquedoteca. Dormia no colo da Gleice, do papai, dos avós, no seu quartinho. Via, vez ou outra, um desenho.
Depois, mais crescido, andando firme, começou na escola. Foi um grande passo para nós. Você evoluiu rápido, começou a correr, falar, fazer artes (plásticas e artes mesmo rs...). Leio sua agenda todo dia pra saber como foi seu dia. Comeu, fez cocô, dormiu quanto tempo, teve algum dodói, alguma novidade?
Mas a pergunta que sempre faço quando quero saber de você é: ele tá feliz? Pergunto pra vovó e pro vovô, pro papai, perguntava pra babá, e pergunto na escola. Ele tá feliz?
Quando você tá feliz você come bem, dorme bem, brinca, se diverte, vem cheio de energia. Me abraça, me dá beijo babado, me aperta o rosto com essas mini-mãozinhas e ri, sorri com esses olhos azuis de um jeito que o mundo pode acabar de tão plena que me sinto!
Ver você feliz é meu único e principal objetivo nessa vida, filho. O que estiver ao meu alcance, pode apostar, eu farei.
Por enquanto, macarrão, tetê, pão-de-queijo e suco de melancia (e um chocolatinho roubado vez ou outra) dão conta do recado. Mas saiba que a mamain estará aqui pra você em qualquer situação. Nos dodóis, nas frustrações e chateações, nos erros (que sejam leves, hein!), quando seu time perder, quando você partir um coração ou tiver o seu partido, nos medos, angústias, inseguranças...
Meu colo é pra sempre seu. E espero ouvir um "sim" cada vez que eu perguntar: ele tá feliz?
Te amo!
Mamãe
10.07.2017
1a9m22d
Você já fala... 10.07.2017
Cacacuga (tartaruga)
Desche (peixe)
Desce
Main
Mamain
Papai
Pai
Balí
Dorí
Vovó
Vovô
Pati (parque)
Pati (pra moça que nos ajuda)
Pan (pão)
No / nãum / not
Cocó
Bacate (pra todas as frutas)
Uva
Água
Cocô
Schischi
Pote (pote, e serve para copo também)
Ú-kás (Lucas)
Maish
Uicato (suricato)
Uôo (vuou)
Atita / Aíssa (Clarissa)
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